Comitê Paralímpico Busca Se Reestruturar Após Rio 2016

Com novo presidente e se reestruturando após os Jogos do Rio 2016, o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) tem como grande desafio para os próximos meses encontrar uma nova parceira de material esportivo.

A Nike, que patrocinava o comitê desde 2012, não renovou o contrato no início deste ano.

“Sem sombra de dúvida, a saída da Nike foi bastante ruim. Essa decisão nem tem a ver com uma avaliação do desempenho nos Jogos [Paralímpicos] do Rio 2016. Foi uma definição internacional estratégica deles”, afirmou Mizael Conrado, eleito presidente do CPB no final de março, em entrevista à Máquina do Esporte.

Procurada na época, a marca de material esportivo não apontou as razões de ter deixado de apoiar o esporte paralímpico. Preferiu lembrar dos anos de parceria. “É muito gratificante contribuir para o desenvolvimento do paradesporto brasileiro e ao mesmo tempo inspirar milhões de pessoas ao redor do mundo”, afirmou a empresa, que também encerrou vínculo com o COB (Comitê Olímpico do Brasil).

Ex-jogador de futebol de 5, Mizael diz que a entidade conversa com outras empresas de material esportivo, mas não sabe quando terá uma marca para substituir a Nike. Para as próximas competições internacionais, o CPB terá que improvisar.

“Temos um residual [de material esportivo] da Nike. Em julho, será usado no Mundial de atletismo, em Londres. Para setembro e outubro, nos Mundiais de halterofilismo e natação, no México, vamos competir sem marca, caso o comitê ainda não tenha fechado com ninguém”, conta o dirigente.

“É um gasto significativo, já que existe cada vez mais tecnologia. O custo disso cresce a cada ano”, lamenta.

Ao menos uma boa notícia o comitê conseguiu neste início de ano: a renovação do contrato de patrocínio da Caixa Federal, que irá investir R$ 95 milhões no esporte paralímpico até os Jogos de Tóquio 2020.

“Devemos ter R$ 130 milhões pela Lei Piva [que destina parte da arrecadação das loterias da Caixa para o esporte], mais R$ 20 milhões neste ano com a renovação do patrocínio”, contabiliza.

Usando como argumento o bom desempenho na Paralimpíada do Rio 2016, quando o Brasil conquistou 72 medalhas (14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes), o CPB espera anunciar em breve mais apoiadores.

“Devemos ter futuramente alguns patrocínios importantes a serem anunciados”, afirma o presidente do CPB, que diz ter conversas adiantadas com duas empresas privadas.


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Foto: divulgação