Técnica Russa De Ginástica Rítmica No Recife Para Clínica Com Treinadores

Os profissionais que trabalham com ginástica rítmica desportiva (GRD) em Pernambuco estão tendo a oportunidade de conferir de perto o trabalho da técnica Ksenia Skrylnikova, responsável pela formação da reserva olímpica da seleção russa. No Recife desde a última quinta-feira, ela ministra, a partir das 9h de hoje, a segunda e última clínica para os treinadores pernambucanos, em um clube de Boa Viagem, Zona Sul da cidade.

Ksenia Skrylnikova foi trazida ao Recife pela também treinadora Bárbara Palomares, uma das responsáveis pela modalidade em Fortaleza (CE). A paranaense é doutora em GRD pela Universidade de São Petersburgo. Foi durante os dois anos em que morou na segunda maior cidade russa que Bárbara conheceu Ksenia Skrylnikova. Ela viabilizou a vinda da russa para o Recife por já ter conhecimento sobre o interesse da presidente da Federação Pernambucana de Ginástica, Fátima Coelho, em fazer esse tipo de intercâmbio.

“Esse trabalho é muito importante para a atualização dos novos códigos de pontuação. Estamos em um novo ciclo olímpico até 2020, então há mudanças. Como ela está atualizada, vai passar para os treinadores daqui. As russas têm muito conhecimento, estão anos à frente, são campeãs mundiais (também dominam os pódios olímpicos). Competem duas vezes no mês, enquanto nós, duas vezes no ano. Elas ganham muito com esse intercâmbio de informações proporcionado pelos torneios e estão muito à frente dos países da América do Sul”, comentou Fátima.

Além do fim de semana ministrando clínicas, Ksenia Skrylnikova vai ajudar a desenvolver coreografias das equipes treinadas por Fátima Coelho. A técnica russa permanece no Recife até o próximo domingo. “Pelo pouco que eu vi da ginástica rítmica daqui, as meninas precisam melhorar muito a flexibilidade e também a base de aparelhos”, comentou Ksenia Skrylnikova.

ATUAÇÃO

Na Rússia, ela trabalha em escolas do governo que têm programas direcionados à formação de novas atletas. As turmas são frequentadas por meninas com idades entre 6 e 16 anos. Muitas despontam e ficam como peças de renovação da seleção russa. “Esse é o nosso segredo. As meninas começam muito cedo. Esse trabalho acontece tanto em escolas particulares como do governo. Ao longo de seu desenvolvimento, elas precisam atingir determinados níveis, então a nossa forma de trabalho unificado gera grandes atletas”, contou.



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Luana Ponsoni

Foto: Alexandre Godim/JC Imagem