Retrospectiva 2016: O Ano De Bernardinho

Quando iniciou 2016, o técnico Bernardinho estava concentrado no Rexona que estava brigando por mais um título da Superliga Feminina, mas uma coisa certamente fazia Bernardinho perder o sono: A Olimpíada do Rio.

Isso por que apesar de todas as conquistas com o Rexona no vôlei feminino, com relação a seleção masculina de vôlei o jejum já durava mais de seis anos, pois a última conquista relevante foi da Liga Mundial em 2010. Em termos de Jogos Olímpicos, foi ouro em 2004 e prata 2008 e 2012, então diante disso a pressão em cima do técnico era grande.

Em termos de Superliga Feminina, nada de surpresas, o Rexona confirmou o favoritismo e bateu o Praia Clube, por 3×1, com parciais de 25×18, 26×28, 28×26 e 28×26. Após o alívio pela conquista do título, Bernardinho tinha um teste de fogo na Liga Mundial

13/11/2015 1ª rodada Turno: Rexona 3×0 Valinhos (25×15, 25×11 e 25×11)

17/11/2015 2ª rodada: Bauru 3×1 Rexona (26×24, 17×25, 25×22 e 27×25)

19/11/2015 3ª rodada: São Bernardo 0x3 Rexona (15×25, 18×25 e 18×25)

24/11/2015 4ª rodada: Rexona 3×0 Rio do Sul (25×21, 27×25 e 25×12)

27/11/2015 5ª rodada: São Caetano 0x3 Rexona (20×25, 16×25 e 16×25)

01/12/2015 6ª rodada: Rexona 3×1 Brasília (24×26, 25×11, 25×20 e 25×15)

04/12/2015 7ª rodada: Rexona 3×1 Pinheiros (25×16, 25×20, 23×25 e 25×18)

08/12/2015 8ª rodada: Rexona 3×0 Praia Clube (25×11, 25×16 e 25×21)

11/12/2015 9ª rodada: Minas 2×3 Rexona (25×17, 11×25, 25×20, 20×25 e 10×15)

15/12/2015 10ª rodada: Rexona 3×0 Sesi (27×25, 26×24 e 27×25)

18/12/2015 11ª rodada: Vôlei Nestlé 0x3 Rexona (21×25, 27×29 e 20×25)

22/12/2015 1ª rodada Returno: Valinhos 0x3 Rexona (20×25, 23×25 e 9×25)

11/01 3ª rodada: Rexona 3×0 São Bernardo (25×17, 25×18 e 25×12)

15/01 4ª rodada: Rio do Sul 2×3 Rexona (25×22, 11×25, 25×23, 20×25 e 25×17)

19/01 5ª rodada: Rexona 3×0 São Caetano (25×23, 25×11 e 25×20)

26/01 2ª rodada: Rexona 3×0 Bauru (25×19, 25×23 e 25×16)

02/02 6ª rodada: Brasília 2×3 Rexona (13×25, 28×26, 25×17, 24×26 e 7×15)

04/02 7ª rodada: Pinheiros 1×3 Rexona (17×25, 25×22, 20×25 e 15×25)

12/02 8ª rodada: Praia Clube 1×3 Rexona (26×28, 26×24, 14×25 e 20×25)

16/02 9ª rodada: Rexona 3×0 Minas (25×20, 25×22 e 25×21)

19/02 10ª rodada: Sesi 0x3 Rexona (21×25, 17×25 e 17×25)

04/03 11ª rodada: Rexona 3×0 Vôlei Nestlé (25×18, 25×19 e 25×21)

12/03 quartas de final 1º jogo (melhor de três jogos):

Pinheiros 0x3 Rexona (19×25, 16×25 e 23×25)

15/03 2º jogo: Rexona 3×0 Pinheiros (25×20, 25×21 e 25×19)

21/03 semifinais 1º jogo (melhor de três jogos):

Vôlei Nestlé 3×2 Rexona (25×22, 14×25, 26×24, 19×25 e 15×10)

25/03 2º jogo: Rexona 3×1 Vôlei Nestlé (21×25, 25×22, 25×23 e 25×16)

28/03 3º jogo: Rexona 3×0 Vôlei Nestlé (25×20, 25×23 e 25×16)

03/04 final jogo único: Rexona 3×1 Praia Clube (25×18, 26×28, 28×26 e 28×26)


Mais um vice na Liga Mundial:

Na Liga Mundial o Brasil teve mais uma chance de conquistar o decacampeonato e se isolar mais na liderança do torneio em termos de título.

Todavia na grande a seleção encontrou pela frente uma inspirada Sérvia, que mesma não estando classificada para a Olimpíada do Rio, fez uma partida quase perfeita e ganhou, por 3×0, com parciais de 25×22, 25×22 e 25×21, faturando pela primeira o título e de quebra acabou com o sonho brasileiro, que tinha que juntar os cacos e tentar quebrar um jejum de 12 anos sem conquistar o ouro olímpico.

Brasil bate Itália e fatura o ouro olímpico:

O sonho de voltar ao lugar mais alto do pódio começou bem para o Brasil após vitórias nos dois primeiros jogos, apesar das dificuldades. No primeiro triunfo o selecionado brasileiro cedeu um set para o México, mas acabou confirmando o favoritismo e venceu por 3×1, com parciais de 23×25, 25×19, 25×14 e 25×18. O segundo também foi difícil, mas a seleção derrotou o Canadá, por 3×1, com parciais de 24×26, 25×18, 25×22 e 25×17. Se os problemas foram grandes nas duas primeiras partidas, os jogos seguintes poderiam colocar em risco a classificação brasileira para a próxima fase da Olimpíada. E isso aconteceu.

Os comandados de Bernardinho começaram a ter a vaga ameaçada, após revés para os Estados Unidos, que jogavam a sua sobrevivência e venceram, por 3×1, com parciais de 25×20, 25×23, 20×256 e 25×20 e a coisa agravou após nova derrota, desta vez para a Itália, também por 3×1, com parciais de 23×25, 25×23, 25×22 e 25×15. Após esse revés, o jogo contra a França se tornou de vida ou morte para as duas seleções.

Consideradas as grandes favoritas para conquistar até mesmo o ouro olímpico, Brasil e França se enfrentaram para decidir quem seguiria em frente e quem se despediria mais cedo dos Jogos Olímpicos.  E a seleção levou ganhando, por 3×1, com parciais de 25×22, 22×25, 25×20 e 25×23 e avançou as quartas em quarto lugar no Grupo A, tendo pela frente a rival Argentina.

Após a vitória sobre os franceses, o Brasil ressurgiu das cinzas e eliminou a seleção argentina, por 3×1, com parciais de 25×22, 17×25, 25×19 e 25×23, se classificando para as semifinais, onde teria a revanche dos Jogos Olímpicos de Londres contra a algoz Rússia.

Perfeita. Essa palavra pode explicar bem o que foi a vitória dos comandados de Bernardinho sobre os russos, com incontestáveis, 3×0, com parciais de 25×21, 25×20 e 25×17, se garantindo na final contra uma velha conhecida, a Itália.

Apesar de ter perdido na 1ª fase, os italianos traziam boas lembranças para a seleção brasileira, já na última conquista olímpica em Atenas 2004, a Itália tinha sido a adversária do Brasil. E se impondo praticamente do começo ao fim, se vingou do selecionado italiano, ganhando pro 3×0, com parciais de 25×22, 28×26 e 26×24 ,quebrando um jejum de 12 anos e ainda deixando uma pulga atrás da orelha de Bernardinho, que poderia até deixar o comando do Brasil, em caso de mais um fracasso.

Mas essa pergunta ficará para o futuro distante, o mais próximo seria voltar ao Rexona e disputar o mundial de clubes.

Campanha do ouro olímpico:

07/08/2016 1ª rodada: Brasil 3×1 México (23×25, 25×19, 25×14 e 25×18)

09/08/2016 2ª rodada: Brasil 3×1 Canadá (24×26, 25×18, 25×22 e 25×17)

11/08/2016 3ª rodada: Brasil 1×3 EUA (20×25, 23×25, 25×20 e 20×25)

13/08/2016 4ª rodada: Brasil 1×3 Itália (25×23, 23×25, 22×25 e 15×25)

15/08/2016 5ª rodada: Brasil 3×1 França (25×22, 22×25, 25×20 e 25×23)

17/08/2016 quartas de final: Brasil 3×1 Argentina (25×22, 17×25, 25×19 e 25×23)

19/08/2016 semifinais: Brasil 3×0 Rússia (25×21, 25×20 e 25×17)

21/08/2016 final: Brasil 3×0 Itália (25×22, 28×26 e 26×24)


Dois tie-breaks acabam com o sonho de título mundial do Rexona:

Depois de conquistar mais um ouro olímpico, Bernardinho voltou suas atenções para o Rexona que iria buscar o inédito título mundial de clubes.

Contudo a equipe carioca caiu em um grupo muito complicado e  acabou sendo eliminado em dois tie-breaks contra Casalmaggiori (ITA) e Eczacibasi (TUR) e com isso teve que se contentar em disputar de 5º a 8º lugares, onde superou respectivamente Bangkok Glass (TAI) e Hisamitsu Springs (JAP), terminando assim com uma posição honrosa no torneio. O Eczacibasi da Turquia foi o campeão

Campanha do Rexona no mundial de clubes:

18/10/2016 1ª rodada: Cargo Movers (FIL) 0x3 Rexona (15×25, 13×25 e 20×25)

19/10/2016 2ª rodada: Casalmaggiori (ITA) 3×2 Rexona (17×25, 25×20, 25×20, 19×25 e 18×16)

20/10/2016 3ª rodada: Rexona 2×3 Eczacibasi (TUR) (27×25, 19×25, 25×22, 28×25 e 11×15)

22/10/2016 5º a 8º lugares: Rexona 3×0 Bangkok Glass (TAI) (25×19, 25×15 e 25×20)

23/10/2016 5º lugar: Hisamitsu Springs (JAP) 2×3 Rexona (25×20, 22×25, 15×25, 32×30 e 7×15)


Dois títulos, um vice-campeonato e um 5º lugar, sem sombra dúvidas, o ano foi mais que especial para Bernardinho, que obviamente gostaria de ter conquistado todos os títulos que disputou, mas que conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Olímpicos atingir o seu grande objetivo em 2016.


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Foto: Reprodução/Site oficial CBV