Alemães Miram Retorno Entre Os Cinco Melhores Nas Olimpíadas Do Rio 2016

A história da Alemanha nos esportes é de primazia, mas nem sempre foi de união pois o país passou mais de quatro décadas dividido. Mais especificamente 44 anos, em Alemanha Ocidental e Oriental, uma sob a influência do capitalismo, outra do socialismo, após a Segunda Guerra Mundial. Em 2015, o país completa um quarto de século de unificação, posterior a duas guerras e ao governo ditatorial de Adolf Hitler. Porém, o período foi de glórias no esporte, e o projeto alemão para os jogos no Rio em 2016 e voltar ao "Top 5".

-  Estamos trabalhando duro, todo o time alemão, então podemos estar entre os cinco primeiros de novo. Ficamos perto do Top 5 em Londres então por que não aqui no Brasil?  - disse Linda Stahl, medalha de bronze em lançamento de dardo, em 2012.

Presente no evento comemorativo realizado pelo consulado alemão no Rio de Janeiro, por conta dos 25 anos de unificação do país, Fabiana Murer, atual medalha de prata no Mundial de Atletismo, comentou a cultura do esporte no país.

- A Alemanha é muito forte no atletismo. Tem muitas competições lá, muitas pistas de atletismo. Eles tem muitos locais para treinar e incentivam muito a prática do esporte. E eu sempre competi com várias alemãs muito boas. Quando eu fui campeã mundial em 2011 a segunda colocada foi uma alemã. Tem essa Silke Spiegelburg, em quarto ali, sempre perto da medalha, beliscando alguma coisa - disse.

Por mais que o período do nazismo tenha representado um retrocesso aos direitos humanos, o mesmo serviu como alavanca para o domínio alemão nos esportes. O governo de Adolf Hitler utilizou das Olimpíadas de 1936, como propaganda da soberania ariana sobre as outras etnias. O resultado não agradou tanto o ditador, que viu Jesse Owens, um negro, conquistar quatro ouros no atletismo.

Mas o fato é que o projeto hitlerista de fazer menção a uma raça superior, não teve frutos no campo cultural e racial, com preconceito. Pelo menos não como o Führer desejava. Mas sim no campo esportivo, com uma Alemanha, que mesmo posteriormente estando separada por um muro em dois países (Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental), conquistou medalhas e mais medalhas. Os alemães estão atrás apenas de Estados Unidos e Rússia (contando o período da União Soviética) em medalhas olímpicas. 

Nos jogos de 36, o país, ficou em primeiro com 89 medalhas, muito à frente dos Estados Unidos, com 56. Nas últimas seis olimpíadas, posteriores a unificação, que se deu em 1990, a Alemanha ficou perto do topo, sempre entre os seis primeiros países no ranking geral, tendo nos Jogos de 92 e 96, a melhor colocação: terceiro lugar. 

Ao todo, os alemães estiveram presentes em 1304 pódios olímpicos, além de quatro títulos mundiais no futebol, 54, 74, 90 e o mais recente na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, onde a Nationalelf eliminou a seleção brasileira em uma partida histórica no Mineirão, que terminou em um fatídico 7 a 1 para os brasileiros.