Ambicioso, Presidente Da Cbvela Espera Sete Pódios Nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Modalidade que mais rendeu medalhas de ouro ao Brasil em edições dos Jogos Olímpicos (seis, além de cinco pratas e seis bronzes), a vela vive o ciclo olímpico mais vitorioso de sua história. Em 2013, Jorge Zarif e Robert Scheidt consagraram-se campões mundiais nas classes Finn e Laser, respectivamente. No ano passado, foi a vez da dupla formada por Martine Grael e Kahena Kunze conquistar o título na 49erFX. Diante do bom momento, a expectativa é de sete medalhas entre as dez categorias em disputa no Rio 2016. Essa é a meta da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), revelada através do presidente da entidade Marco Aurélio de Sá Ribeiro.

- Nossa expectativa é chegar como uma das principais forças do mundo na vela. Vamos chegar competitivos, com atletas entre os dez primeiros do ranking mundial, sendo vários deles entre os três primeiros lugares - disse Marco Aurélio de Sá Ribeiro durante audiência pública da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados.

A equipe que disputará os Jogos Olímpicos no ano que vem está praticamente definida: Robert Scheidt (classe Laser masculina), Fernanda Decnop (Laser feminina), Ricardo Winick (RS:X masculina), Patrícia Freitas (RS:X feminina), Jorge Zarif (Finn) e as duplas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 feminina) e Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX feminina) já têm vaga assegurada. Nas classes 470 masculina, 49er e Nacra, atletas brasileiros ainda passarão por uma seletiva, em dezembro, no Rio de Janeiro, para a definição dos representantes.

Total confiança nas contições da Baía de Guanabara

O presidente da CBVela lembrou que, desde a edição de Barcelona-1992 a competição de vela não é realizada próxima às demais modalidades dos Jogos Olímpicos. Na Marina da Glória, a expectativa é que as regatas decisivas atraiam um maior público de espectadores à Praia do Flamengo.

Marco Aurélio reforçou ainda as condições da Baía de Guanabara para receber a competição. Para ele, o local tem plenas condições de sediar o evento por servir de sede para competições internacionais periodicamente. O presidente ainda rebateu as alegações de que o local daria algum tipo de vantagem aos velejadores brasileiros. Segundo ele, os atletas do país não vencem uma competição internacional expressiva na Baía desde 1978.

- Mesmo no Pan de 2007, em seu auge, o Robert Scheidt não ganhou o ouro. É uma das raias mais complexas do mundo. Algumas equipes queriam competir em um local em que a velocidade também faz diferença, e não só a técnica, mas dentro da Baía vai vencer o melhor. Hoje as equipes já emitiram comunicados oficiais dizendo que estão plenamente satisfeitas com o local - finalizou o mandatário, apontando ainda Austrália, Inglaterra e França como grandes potências da modalidade.