Bronze No Halterofilismo Após Doping Comemora, Mas Diz: "surpresa Embaraçosa"

A halterofilista de Uberlândia, Amanda Sousa, se surpreendeu neste início de 2018 ao descobrir que é a mais nova medalhista da Copa do Mundo, na Hungria, realizada no primeiro semestre do ano passado. Ela tinha ficado em quarto lugar na prova de até 73 kg da classe S1, mas o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) suspendeu a campeã, a egípcia, Rehab Abougharbya, depois de ter sido flagrada no exame antidoping. Com isso, Amanda ficou com a terceira colocação na prova.

A mineira tinha conquistado três medalhas de ouro durante as provas do Circuito Nacional de Halterofilismo e, agora, vai colocar a medalha de bronze internacional junto à coleção.

– Fiquei sabendo por um acaso. Fui acessar o site do comitê para estudar para a próxima temporada, ver se havia publicações recentes, e vi a notícia sobre a suspensão de uma atleta egípcia. Quando entrei, vi que se tratava da minha prova. Foi uma surpresa embaraçosa. A gente fica feliz pela medalha, mas ao mesmo tempo se entristece por ver uma colega pega no doping – disse Amanda.

Na publicação, o IPC informa foi detectado uso de oxandrolona – anabólico esteroide que tinha sido proibido pela Agência Mundial Antidoping na categoria S1 – durante análise em uma amostra de urina colhida em 6 de maio de 2017, logo depois de a atleta competir na Hungria e faturar o ouro.

A atleta está suspensa por 20 meses, a partir de junho passado até 6 de fevereiro de 2019. Todos os resultados de Abougharbya obtidos a partir da data do teste e em diante foram desqualificados, incluindo a perda de medalhas, pontos, registros e prêmios.

Com o resultado da desclassificação, Larisa Marinekova, da Moldávia, receberá o ouro, enquanto prata e bronze serão repassados à polonesa Beata Jankowska e à brasileira, respectivamente.

– A gente que é atleta e vê colegas caindo no doping só faz com que nossa responsabilidade aumente para alcançar a performance por meio de um esporte mais limpo, mais fiel. Esse é o caminho. Quem tenta atalhos está fadado ao insucesso e quem mais perde é a modalidade – lamentou a atleta paralímpica.

A uberlandense aguarda uma posição oficial dos comitês Internacional e Brasileiro, que estão em recesso, para saber os procedimentos que deverá adotar para receber a medalha. Enquanto isso, segue com os treinamentos para alcançar novas marcas na temporada. Além das etapas do circuito nacional, a expectativa é conseguir disputa o Campeonato das Américas em novembro.


GLOBO ESPORTE

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Foto: Washington Alves/MPIX/CPB