Variabilidade Da Frequência Cardíaca Em Um Teste De Exercício Verdadeiramente Máximo

O pico do exercício se caracteriza por uma grande redução da participação vagal e um concomitante aumento da atividade adrenérgica. Hipotetiza-se não haver variabilidade importante da freqüência cardíaca (VFC) no domínio do tempo no pico do esforço. O objetivo foi comparar a VFC no domínio do tempo em diferentes fases do teste de exercício máximo: repouso, limiar anaeróbico, pico do esforço e ao final do primeiro minuto da recuperação, identificando possíveis variações em função do gênero, condição aeróbica, condição clínica e da magnitude do índice vagal cardíaco nessas respostas da VFC. Métodos: Foram revisados retrospectivamente 100 exames de indivíduos que atenderam aos seguintes critérios: a) indivíduos não-atletas com idade mínima de 18 anos; b) realização de teste cardiopulmonar de exercício máximo (TCPE), em cicloergômetro de membros inferiores; c) ausência de doença arterial coronariana conhecida ou de síndrome metabólica; d) não uso de medicação de ação cronotrópica negativa; e) duração do teste entre 8 e 12 minutos. Foram considerados os cinco últimos intervalos RR (ms) dos minutos referentes a quatro momentos distintos do TCPE: a) repouso; b) limiar anaeróbico (LAn); c) pico do esforço; d) final do primeiro minuto da recuperação, sendo calculadas as somas em módulo das diferenças entre intervalos RR consecutivos. Em adendo, os dados foram analisados em função do gênero, condição clínica, condição aeróbica absoluta e relativa e índice vagal cardíaco (IVC), este medido pelo teste de exercício de 4 segundos. 

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