A Educação Física E Sua Relação Com A Psicomotricidade

Introdução

Historicamente, a educação física tem priorizado e enfatizado a dimensão biofisiológica. Entretanto, a partir da metade do século entra em cena a psicomotricidade, de forma muito atuante e com uma visão de ciência e técnica. Novas questões, advindas da percepção da complexidade das ações humanas, têm sido trazidas por esse outro campo científico. Passa-se a observar a educação física a partir de uma visão mais ampla, em que o homem, cada vez mais, deixa de ser percebido como um ser essencialmente biológico para ser concebido segundo uma visão mais abrangente, na qual se considera o processo social, histórico e cultural.

Os temas sobre a psicomotricidade eram abordados excepcionalmente em pesquisas teóricas fixadas no desenvolvimento motor da criança. Com o tempo, as pesquisas passaram a abranger a relação entre o atraso no desenvolvimento motor e o intelecto da criança. Seguiram-se outros estudos sobre o desenvolvimento da habilidade manual e da aptidão motora em função da idade. Nos dias atuais, os estudos ultrapassam os problemas motores. Pesquisam-se as ligações com estruturação espacial, orientação temporal, lateralidade, dificuldades escolares enfrentadas por crianças com inteligência normal.

O ser humano é um complexo de emoções e ações, propiciadas por meio do contato corporal nas atividades psicomotoras, que também favorecem o desenvolvimento afetivo entre as pessoas, o contato físico, as emoções e ações. A psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal, o que facilitará a orientação espacial. A educação física e sua relação com a psicomotricidade estão baseadas nas necessidades das crianças. Com a educação psicomotora, a educação física passa a ter como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança.

O que é Psicomotricidade

A psicomotricidade, nos seus primórdios, compreendia o corpo nos seus aspectos neurofisiológicos, anatômicos e locomotores, coordenando-se e sincronizando-se no espaço e no tempo, para emitir e receber significados. Hoje, a psicomotricidade é o relacionar-se através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade.

A psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente, e uma pessoa com problemas motores passa a apresentar problemas de expressão. A psicomotricidade conquistou, assim, uma expressão significativa, já que se traduz em solidariedade profunda e original entre o pensamento e a atividade motora. Vitor da Fonseca (1988) comenta que a psicomotricidade é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio. É um instrumento privilegiado através do qual a consciência se forma e se materializa.

Conceitos de Psicomotricidade

Diversos autores apresentaram conceitos relacionados à psicomotricidade. Para Pierre Vayer (1986), a educação psicomotora é uma ação pedagógica e psicológica que utiliza os meios da educação física com o fim de normalizar ou melhorar o comportamento da criança. Segundo Jean Claude Coste (1978), é a ciência encruzilhada, onde se cruzam e se encontram múltiplos pontos de vista biológicos, psicológicos, psicanalíticos, sociológicos e lingüísticos.

Para Jean de Ajuriaguerra (1970), é a ciência do pensamento através do corpo preciso, econômico e harmonioso. E Sidirley de Jesus Barreto (2000) afirma que é a integração do indivíduo, utilizando, para isso, o movimento e levando em consideração os aspectos relacionais ou afetivos, cognitivos e motrizes. É a educação pelo movimento consciente, visando melhorar a eficiência e diminuir o gasto energético.

Educação do Movimento

Mesmo em meio a tantos conceitos, pode-se dizer que existe uma coerência na ciência. No momento em que a psicomotricidade educa o movimento, ela ao mesmo tempo coloca em jogo as funções da inteligência. A partir dessa posição, observa-se a relação profunda das funções motoras cognitivas e que, também pela afetividade, encaminha o movimento. Fonseca (1988) comenta que ”O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante”.

O movimento humano é a parte mais ampla e significativa do comportamento do ser humano. É obtido através de três fatores básicos: os músculos, a emoção e os nervos, formados por um sistema de sinalizações que lhes permitem atuar de forma coordenada. O cérebro e a medula espinhal enviam aos músculos pelos seus mecanismos cerebrais ordens para o controle da contínua atividade de movimento com específica finalidade e dentro das condições ambientais. Essas ordens sofrem as influências do meio e do estado emocional do ser humano (BARROS; NEDIALCOVA, 1999). A unidade básica do movimento, que abrange a capacidade de equilíbrio e assegura as posições estáticas, são as estruturas psicomotoras.

As estruturas psicomotoras definidas como básicas são: locomoção, manipulação e tônus corporal, que interagem com a organização espaço-temporal, as coordenações finas e amplas, coordenação óculo-segmentar, o equilíbrio, a lateralidade, o ritmo e o relaxamento. Elas são traduzidas pelos esquemas posturais e de movimentos, como: andar, correr, saltar, lançar, rolar, rastejar, engatinhar, trepar e outras consideradas superiores, como estender, elevar, abaixar, flexionar, rolar, oscilar, suspender, inclinar, e outros movimentos que se relacionam com os movimentos da cabeça, pescoço, mãos e pés. Esses movimentos são conhecidos na educação física como movimentos naturais e espontâneos da criança. Baseiam-se nos diversos estágios do desenvolvimento psicomotor, assumindo características qualitativas e quantitativas diversas (BARROS, 1972).

O movimento refere-se, geralmente, ao deslocamento do corpo como um todo ou dos membros, produzido como uma conseqüência do padrão espacial e temporal da contração muscular. Movimento é o deslocamento de qualquer objeto e na psicomotricidade o importante não é o movimento do corpo como o de qualquer outro objeto, mas a ação corporal em si, a unidade biopsicomotora em ação.

Os movimentos podem ser involuntários ou voluntários. Movimentos involuntários são atos reflexos, comandados pela substância cinzenta da medula, antes de os impulsos nervosos chegarem ao cérebro. Os movimentos involuntários são os elementares inatos e adquiridos. Os inatos são aqueles com os quais nascemos e são representados pelos reflexos, que são respostas caracterizadas pela invariabilidade qualitativa de sua produção e execução.

Movimentos e expressões involuntárias, muitas vezes, estão presentes em determinadas ações sem que o executante os perceba. Esses movimentos são desencadeados e manifestados pelo corpo no momento em que realiza determinados atos voluntários. Os automatismos adquiridos são os reflexos condicionados, que ocorrem devido à aprendizagem e que formam os hábitos, os quais, quando bons, poupam tempo e esforço, porém, se exagerados, eliminam a criatividade. Os hábitos podem ser passivos (adaptação biológica ao seu ecossistema) ou ativos (comer, andar, tocar instrumentos). Os reflexos condicionados são produzidos desde as primeiras semanas de vida. Esses reflexos condicionados geralmente começam como atividade voluntária e, depois de aprendidos, são mecanizados.

Para a execução do ato voluntário exige-se um certo grau de consciência e de reflexão sobre finalidades, entretanto, a maior parte dos atos executados na vida diária é relativamente automática. Para a atividade voluntária cotidiana, faz parte uma série de reflexos automáticos e instintivos os quais, na prática, não podem ser bem diferenciados. A freqüente repetição de atitudes voluntárias acaba por transformar-se em atos automáticos.

Psicomotricidade e Afetividade

Associada à psicomotricidade, está a afetividade. A criança utiliza seu corpo para demonstrar o que sente. Desde o nascimento, a criança passa por diferentes fases nas quais adquire conhecimentos e passa por diversas experiências até então chegar a sua vida adulta. As primeiras reações afetivas da criança envolvem a satisfação de suas necessidades e o equilíbrio fisiológico.

Segundo Lapierre e Aucouturier (1984), “Durante o seu desenvolvimento, aparecem os fantasmas

corporais que limitam suas expressões devido à falta de contato corporal dos pais com os filhos. A afetividade é indispensável para o desenvolvimento da criança e ao equilíbrio psicossomático”. Como esse contato corporal tende a diminuir com o passar do tempo, cria-se um grande problema para o desenvolvimento da criança.

É recomendado aos pais que mantenham o contato corporal através do toque durante toda a vida da criança (CHICON, 1999), pois isso certamente levará a uma evolução psicomotora e cognitiva da criança. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.

Henri Wallon (1971) diz que o movimento humano surge das emoções, que a criança é pura emoção durante uma longa fase de sua vida. A afetividade compreende o estado de ânimo ou humor, os sentimentos, as emoções, as paixões, e reflete sempre a capacidade de experimentar sentimentos e emoções. É ela quem determina a atitude geral da pessoa diante de qualquer experiência vivencial, percebe os fatos de maneira agradável ou sofrível, confere uma disposição indiferente ou entusiasmada e determina sentimentos que oscilam entre dois pólos, a depressão e a euforia. O modo de relação do indivíduo com a vida se dá através da tonalidade de ânimo em que a pessoa perceberá o mundo e a realidade. Direta ou indiretamente, a afetividade exerce profunda influência sobre o pensamento e sobre toda a conduta do indivíduo.

A Educação Física através da Educação Psicomotora na Formação da Criança em Idade Escolar

O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que, por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da educação física, a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a educação física deverá realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A educação física, na sua parte recreativa, proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio socioafetivo.

A educação física escolar não deve ser totalmente dissociada do esporte, já que um de seus objetivos consiste em promover a socialização e a interação entre seus alunos, proporcionadas reconhecidamente pelo esporte. O grande questionamento que se faz a respeito do esporte na escola é que ele muitas vezes transfere para o aluno uma carga de responsabilidade alta em relação à obtenção de resultados, o que afeta a criança psicologicamente de uma forma negativa. Por isso, as atividades recreativas e rítmicas poderiam ser consideradas como meios mais eficazes para promover essa socialização dos alunos que a educação física escolar tanto apregoa, uma vez que normalmente são realizadas em grupos, os quais obedecem ao princípio da cooperação entre seus componentes, estimulando assim a criança em sua apreciação do comportamento social, domínio de si mesmo, autocontrole e respeito ao próximo.

Segundo Barreto (2000), “O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo”. A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses. Essa abordagem constitui o interesse da educação psicomotora. A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, cognitivas, perceptivas, afetivas e sociomotoras.

A educação física pode ser definida como ação psicomotora exercida pela cultura sobre a natureza e o comportamento do ser humano. Ela diversifica-se em função das relações sociais, das idéias morais, das capacidades e da maneira de ser de cada um, além de seus valores. É um fenômeno cultural que consiste em ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer determinados comportamentos, permitindo, assim, as transformações. A diversificação das condições sociais em cada nível escolar e o respeito à individualidade das crianças em cada processo de aprendizagem de gestos e movimentos estão sujeitos ao ritmo de aprendizagem e às peculiaridades das relações sociais que existem entre os integrantes de cada grupo ou classe escolar.

As bases das formas de aprendizagem das atividades físicas de forma consciente, intencional e sensível são estabelecidas e solidificadas na educação física. Essas atividades acompanham o ser humano de maneira contínua, atuando, sobretudo, nos níveis psicomotor, afetivo e no aprimoramento do rendimento nos estágios de desenvolvimento subseqüentes. A educação física escolar está baseada nas necessidades da criança. Tem como objetivo principal, por meio da educação psicomotora, incentivar a prática do movimento em todas as etapas de sua vida. Falar da importância da educação física para a criança é o mesmo que falar da importância de ela se alimentar, dormir, brincar, ou seja, suprir todas as suas necessidades básicas. O desenvolvimento global da criança se dá através do movimento, da ação, da experiência e da criatividade, levando-a a conseguir plena consciência de si mesma; da sua realidade corporal que sente, pensa, movimenta-se no espaço, encontra-se com os objetos e gradativamente distingue suas formas; e que se conscientiza das relações de si mesma com o espaço e o tempo, interiorizando, assim, a realidade.

A educação psicomotora na pré-escola e séries iniciais do ensino fundamental atua como prevenção. Com ela podem ser evitados vários problemas como a má concentração, confusão no reconhecimento de palavras, confusão com letras e sílabas e outras dificuldades relacionadas à alfabetização. Uma criança cujo esquema corporal é mal formado não coordena bem os movimentos. Suas habilidades manuais tornam-se limitadas, o ato de vestir-se e despir-se torna-se difícil, a leitura perde a harmonia, o gesto vem após a palavra e o ritmo de leitura não é mantido ou, então, é paralisado no meio de uma palavra. As noções de esquema corporal – tempo, espaço, ritmo – devem partir de situações concretas, nas quais a criança possa formar um esquema mental que anteceda à aprendizagem de leitura, do ritmo, dos cálculos. Se sua lateralidade não está bem definida, ela encontra problemas de ordem espacial, não percebe diferença entre seu lado dominante e o outro lado, não é capaz de seguir uma direção gráfica, ou seja, iniciar a leitura pela esquerda. Muitos fracassos em matemática, por exemplo, são produzidos pela má organização espacial ou temporal. Para efetuar cálculos, a criança necessita ter pontos de referência, colocar números corretamente, possuir noção de coluna e fileira, combinar formas para fazer construções geométricas.

Segundo Staes e De Meur (1984), o intelecto se constrói a partir da atividade física. As funções motoras (movimento) não podem ser separadas do desenvolvimento intelectual (memória, atenção, raciocínio) nem da afetividade (emoções e sentimentos). Para que o ato de ler e escrever se processe adequadamente, é indispensável o domínio de habilidades a ele relacionado, considerando que essas habilidades são fundamentais manifestações psicomotoras.

Educação psicomotora é a educação da criança através de seu próprio corpo e de seu movimento. A criança é vista em sua totalidade e nas possibilidades que apresenta em relação ao seu meio-ambiente. Assim, a educação física e a psicomotricidade completam-se, pois a criança ao praticar qualquer atividade usa o seu todo; mesmo sendo regida, predominantemente, pelo intelecto. A educação psicomotora atinge a criança na sua totalidade.

Staes e De Meur (1984) comentam que

no início da escolaridade aparecem as dificuldades escolares de muitas crianças. O problema não está no nível de classe em que elas se encontram, mas no nível da base. A estrutura da educação psicomotora centra-se no nível da base, onde estão os elementos básicos ou pré-requisitos que são as condições mínimas para uma boa aprendizagem.

Através da educação psicomotora, a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca.

A importância da educação física para alunos de pré-escola até a quarta série do ensino fundamental levou Le Boulch (1982) a justificar a introdução da educação psicomotora no ensino fundamental.

Nos casos em que as perturbações do relacionamento fundamental entre o eu e o mundo são evidentes, a reeducação psicomotora às vezes permite obter resultados espetaculares. O que é bem-sucedido com os deficientes poderia se impor também às pessoas normais durante o período de estruturação do seu esquema corporal: a psicocinética, que toma o aspecto de uma educação psicomotora, quando se aplica a crianças menores de doze anos pode ser considerada como uma forma eletiva de educação física nesta idade.

Relacionar-se com o outro na escola, através do ensino, é fundamental. Esse relacionamento deve ser bem proporcionado para que haja uma relação entre professor-aluno, aluno-aluno e aluno-professor. Nesse aspecto as atividades psicomotoras propiciam para a criança uma vivência com espontaneidade das experiências corporais, criando uma simbiose afetiva entre professor-aluno, aluno-aluno e aluno-professor, afastando os tabus e preconceitos que influenciam negativamente as relações interpessoais.

O desenvolvimento psicomotor caracteriza-se por uma maturação que integra o movimento, o ritmo, a construção espacial; e, também, o reconhecimento dos objetos, das posições, da imagem e do esquema corporal. As atividades propostas na educação física através da educação psicomotora devem ocorrer com espontaneidade, pois quando se desenvolvem essas atividades com as crianças nota-se uma grande receptividade por parte delas, visto que ainda não adquiriram tonalidades preconceituosas. As atividades que envolvem o toque de uma criança com a outra devem ser elaboradas e pensadas, pois não é tão simples executá-las, até porque muitos educadores têm dificuldades de tocar alguém ou deixar-se tocar.

Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos higiênicos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a sociabilização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.

Diante desses aspectos, entende-se que a educação física é imprescindível principalmente no ensino pré-escolar e no ensino fundamental, uma vez que nessa fase a criança começa a sistematizar os seus conhecimentos, e a educação física, com suas atividades diferenciadas, diminui dificuldades, diferenças de ritmo de aprendizagem.

Conclusão

A educação física e a psicomotricidade são metodologias contextualizadas, perceptivas, em que o desenvolvimento dos aspectos motor, social, emocional e lúdico da personalidade e a destreza dos movimentos corporais são vivenciados, através de atividades motoras organizadas e sequenciais, desenvolvidas individualmente e em grupo.

Pode-se afirmar, então, que a educação física, através de atividades afetivas, psicomotoras e sociopsicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre o espírito e o corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano. Possui também um impacto positivo no pensamento, no conhecimento e ação, nos domínios cognitivos, na vida de crianças e jovens. E crianças e jovens fisicamente educados vão para uma vida ativa, saudável e produtiva, criando uma integração segura e adequado desenvolvimento de corpo, mente e espírito.

Assim, a educação física, pelas suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora das pessoas, principalmente em crianças e adolescentes, conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, é de grande importância no ensino pré-escolar e fundamental. 


Ângela Maria da Paz Molinari

Solange Mari Sens


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CEAP

Revista PEC

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