Suplementos Nutricionais Adulterados

O consumo dos suplementos nutricionais tem aumentado significativamente ano após ano. Certamente este é o resultado do entendimento cada vez melhor do que são os suplementos, que traziam um verdadeiro estigma de identificação inadequada com anabolizantes.

Hoje, o consumidor começa a entender melhor que os suplementos são nutrientes isolados que podem atender a necessidades específicas de um grande número de diferentes situações.

Suas indicações ultrapassam em muito o ambiente das academias, contemplando atletas de várias modalidades, praticantes de atividades físicas como corrida, futebol, ciclismo, natação tênis, etc e também, cada vez mais, grupos com necessidades especiais como idosos, crianças, gestantes etc.

Entretanto, hoje nos deparamos com um grande problema em relação a este mercado. Fabricantes inescrupulosos adulteram a composição de produtos para aumentar sua margem de lucro, cometendo um verdadeiro crime contra a saúde pública.

A substituição de proteína do soro do leite (Whey Protein) por proteínas de baixo valor biológico, a adição de açúcar no lugar da proteína, adição de uréia para mascarar a falta de aminoácidos no produto e substituição de aminoácidos essenciais por outros de menor custo são apenas alguns dos crimes cometidos.

Imaginem um profissional da saúde que recomende para um paciente diabético um suplemento de proteína e ao utilizar o produto ele consumir açúcar provocando um pico glicêmico ! Por incrível que pareça, este é um episódio tem  ocorrido e nos foi relatado por colegas.

A falta de fiscalização adequada proporciona a abertura para estas contravenções. O pior é que as empresas idôneas que oferecem produtos com alto padrão de qualidade e controle rigoroso de produção são obrigadas a competir com os chamados “farinheiros” do mercado.

Enquanto não surge o tão esperado “selo de qualidade”, requisito cada vez mais necessário par o setor, sugerimos fortemente aos consumidores que procurem saber a real procedência do produto, valorizando as empresas que seguem as Boas Praticas de Manufatura (GMP).


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Dr. Turibio Leite de Barros e Drª Gerseli Angeli

Foto: divulgação