Quimbol

Criado em Piracicaba, o Quimbol agrupa as regras do vôlei, tênis e futebol, mas o jogador pode utilizar partes do corpo para rebater a bola de tênis, que também é lançada com o golpe de raquetes de madeira. O jogo reúne duas equipes com quatro pessoas cada uma.

Tudo começou a partir de uma brincadeira. Depois de ganhar uma bolinha de tênis de um amigo como gesto de amizade, Joaquim Bueno de Camargo, mais conhecido como Quim, pensou em como poderia criar um jogo que reunisse várias pessoas. Criou raquetes de madeira, elaborou algumas regras e o que era diversão passou a ser jogo.

A prática se espalhou pela cidade, segundo o coordenador, depois que Quim procurou a Secretaria de Esportes de Piracicaba, em 1999. Hoje, há 200 praticantes ligados a uma associação e inúmeros outros nas escolas.

Em 2004, o jogo foi apresentado na Conferência Nacional de Esportes e lá, aprovado por unanimidade como um esporte de identidade cultural e nacional. É o único esporte coletivo de raquete do mundo.

Também foi desenvolvido equipamento específico para o jogo, no caso as bolas e raquetes. Para isto, se buscou materiais leves e efeicientes para a realização do jogo. Também, o Sr Joaquim, utilizou a quadra de volei como meio de facilitar seua pratica.

O JOGO

O Quimbol é praticado por duas equipes de quatro pessoas (cada), em quadras de voleibol, utilizando o poste de fixação da rede como limitação de jogo aéreo. O jogo é dividido em quatro tempos de dez minutos cronometrados. A partida termina no quarto tempo com a vitória da equipe que obteve maior número de pontos. Em caso de empate, realiza-se um quinto tempo (melhor de cinco pontos) sem troca de lados, iniciada pela equipe que marcou o último ponto. Outra opção é realizar a contagem tradicional por “set” de pontos (similar ao voleibol). Os participantes praticam o jogo com raquetes de madeira emborrachada, golpeando uma pequena bola de aproximadamente 25 gramas. O jogo consiste basicamente em sacar, receber, executar o levantamento e efetuar o ataque na quadra adversária.

As jogadas são feitas por intermédio de passes efetuados com a raquete tocando a bola, ambas próprias do Quimbol. Apesar de o uso da raquete ser obrigatório em quase todas as jogadas, pode-se, também, usar o solo quatro vezes, e partes do corpo (com exceção das mãos e braços) para, da mesma forma, ajudar na recepção da bola. O objetivo do jogo é que cada equipe envie a bola regularmente por cima da rede para a quadra oposta. A bola é colocada em jogo com saque de fundo e continua até que vá para fora, e a equipe não a devolva corretamente para o adversário, ou, seja cometido qualquer irregularidade nas regras do jogo.

COMO JOGAR?  

O jogador dá o saque de fundo para iniciar a partida. Se não o fizer em tempo correto (3 segundos), é punido dando o direito da jogada para o adversário. Caso o jogador erre o primeiro saque, a este é concedido uma segunda chance.

O envio da bola para a quadra do adversário deve ser feito unicamente com a raquete, caso contrário, é perda de ponto. Após o saque ser dado, a equipe que receber a bola deve desenvolver a jogada com dois (no mínimo) ou três (no máximo) passes, sendo que os jogadores em quadra têm a liberdade de escolher os seguintes passes que contam como um toque: recurso de toques no solo (até o limite de quatro por tempo); pernas, pés, cabeça e o tronco (pode-se ajeitar a bola com essas partes do corpo e enviar com a raquete. Isso é considerado como “recurso”).

Podem-se utilizar as mesmas partes do corpo para realizar o passe sem o uso da raquete, entretanto ao realizar o passe para a quadra adversária, o último contato deverá ser executado com a raquete.